sábado, 29 de maio de 2010
O que fazemos quando nos vemos entre a espada e a parede, sendo que em corda bamba balançam o tudo ou o nada?
A própria palavra "decidir" assusta-me tanto que... Tal é a minha vontade de ser criança até ao fim, indiferente a tudo, e inocente para todos.
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Hoje sinto-me eu, capaz de ser o mundo num segundo, capaz de simplesmente tudo.
Hoje tenho uma sensação de liberdade estranhada no olhar, espetada no coração, que não sentia há muito tempo, ou talvez nunca a tenha sentido mesmo. É das sensações mais agradáveis de se manter espetadas no coração, não dói, não me leva os dias a rasto, leva-me apenas no vento ao sabor da vida, ao calor do sorriso do sol que se tem feito sentir.
Hoje sinto-me vivo.
quinta-feira, 27 de maio de 2010
Imagino que tenha sido o teu jeito, talvez o som da tua voz ou aquele sorriso mais evidente no brilho dos olhos do que propriamente nos lábios...
Algo mexeu, se desprendeu. Algo avançou. Diria talvez que me encantou.
Quantas tantas vontades. Quantos tantos desejos. Permanecer? Permanecer acaba por ser mais uma vez a palavra central representativa. E agora que não te vejo continua a ser a palavra chave.
Sinto a tua falta, mesmo sabendo que você, se encontra presente... Estupidez talvez.
Quem saberá por que raios eu não consigo adormecer... E quem saberá dizer por que é que és tu que me invades e me empurra às palavras que talvez ainda não seja o momento de dizer... Encanta-me tanto a tranquilidade do abraço seguro que me deste. Sentir aquele quase adormecer. Perceber o teu corpo junto ao meu. O calor irradiado que aquece um coração com medo. Pele sobre pele, mãos que se tocam mostrando o quanto é belo viver. Beijos partilhados intensificando-se a cada instante, criando-se assim, mais uma história, um romance...
Onde está o fim?
E onde foi mesmo que nos vimos pela primeira vez?
Será talvez a minha mente que se perde por encruzilhadas desprevenidas?
E se amanhã, quando por fim regressar-te, for tarde demais?
quarta-feira, 26 de maio de 2010
"Chegará o tempo em que os meus olhos exaustos
se fecharão para o mundo...
A pele queimada descamada deixará de sentir
palavras perdidas na vontade de falar,
suspiros ausentes nunca revelados,
desperdício de tempos inutilizados!"
Mais um dia...
Mais um dia, daqueles que te não senti!
Daqueles em que desejei ardentemente ter-te e que como tanta outras vezes te quis ter do meu lado.
Não tive, nem a ti nem a uma única palavra tua!
Já começa a ser hábito, os dias em que tenho todas as esperanças de que tudo ainda pode acontecer, e que depois volta a ficar pior do que estava.
Não consigo! Não consigo suportar isto! Dói aqui dentro, cada vez mais, de cada vez que isso acontece!
Até quando irá durar? Não sei...
Queria que acabasse... Duma maneira ou de outra!
Mas sim... Tenho saudades do que um dia houve!
terça-feira, 25 de maio de 2010
E o sol é sempre pontual todos os dias."
Ainda me pergunto como é que a história que se adivinhava com um final feliz, afinal teve um final amargurado... Ou será que ainda não teve um fim?
Tento entender todos os dias, todas as manhãs e noites, cada vez que olho para as fotografias da parede do meu quarto, onde tenho você a olhar-me nos olhos como olhavas quando a história ainda era um conto de fadas, um romance, um filme que encantava pelo sentimento de uma história sincera, mas que infelizmente quando dou por mim não passas de uma simples recordação pregada nas paredes dos meus sonhos, da minha cabeça e do meu coração, que talvez nem sequer devesse lá estar, pois deveria apagar você da minha vida da mesma maneira que me apagaste da tua, daquela maneira fria e desprezível.
Odeio-me por não conseguir fazê-lo, em tão pouco tempo tornaste-te o meu ponto fraco.
O nosso livro ficou em branco, páginas de uma história que ficou por escrever, e esse mesmo livro foi posto por você, no fundo da gaveta e deixado no esquecimento.
Há dias assim, em que sonho, acordo e você simplesmente não estás lá, para me dar Bom Dia.








