Insegurança?

quinta-feira, 27 de maio de 2010

 

Imagino que tenha sido o teu jeito, talvez o som da tua voz ou aquele sorriso mais evidente no brilho dos olhos do que propriamente nos lábios...
Algo mexeu, se desprendeu. Algo avançou. Diria talvez que me encantou.
Quantas tantas vontades. Quantos tantos desejos. Permanecer? Permanecer acaba por ser mais uma vez a palavra central representativa. E agora que não te vejo continua a ser a palavra chave.
Sinto a tua falta, mesmo sabendo que você, se encontra presente... Estupidez talvez.
Quem saberá por que raios eu não consigo adormecer... E quem saberá dizer por que é que és tu que me invades e me empurra às palavras que talvez ainda não seja o momento de dizer... Encanta-me tanto a tranquilidade do abraço seguro que me deste. Sentir aquele quase adormecer. Perceber o teu corpo junto ao meu. O calor irradiado que aquece um coração com medo. Pele sobre pele, mãos que se tocam mostrando o quanto é belo viver. Beijos partilhados intensificando-se a cada instante, criando-se assim, mais uma história, um romance...

Afinal, haverá algum limite?
Onde está o fim?
E onde foi mesmo que nos vimos pela primeira vez?
Será talvez a minha mente que se perde por encruzilhadas desprevenidas?

Sei lá eu. Sinto-te e sinto a falta de tudo o que me deste. E tudo o que nunca me deste. E eu dei-te tão pouco.

Porque tu, não me exigiste mais? Ali, naquele absoluto instante.
E se amanhã, quando por fim regressar-te, for tarde demais?

Fico a viajar, por cada palavra aqui escrita, antes que não me lembre mais!


(Anderson Rodriguês / Lëemon)

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