Desistir? Não, Obrigado.

terça-feira, 17 de maio de 2011

 

Hoje escrevo pra lembrar, o quanto és tão fácil enganar.

Faz-se um sorriso e esforça-se para que ele não esmoreça.
Modelam-se palavras, diz-se o que se sabe que é bom de ouvir. E depois?
Depois, já sozinho, quando ninguém pode ouvir… chora-se.
Chora a alma, choram os olhos.
E as palavras, boas ou más, deixam de existir, porque a força exercida durante o dia, para com a sociedade, foi tal que já não há espaço para teatros.
Somos só nós: frágeis, incapazes, e passamos de geniais a bestas.

Mas quando menos esperamos nascem pessoas capazes de nos abraçar, que sem nos questionar, apenas estão lá: confortam-nos com o olhar e com o toque nos animam. E volta-se a acreditar.

Então assim segue, vamos sendo levados pela maré.
Às vezes quase que nos deixamos afogar, mas depois, depois a consciência dita que somos capazes de tudo, só depende de nós mesmos.
Se falhamos, a culpa é nossa. Só nossa. Mas se vencemos, a culpa é de todos aqueles que fazem parte de nós. E aqui somos felizes. Sorrimos e vivemos.

Descarregamos, gritamos, enlouquecemos e isso faz bem. Pois é uma dor que corrói, quase que nos mata, mas que, se bem "ingerida", transforma-se em energia, em vontade, em querer, em viver! E vivemos. Ah, e como é bom ter esta sorte, ter esta oportunidade para Ser.

E assim, no meio de sentimentos opostos, que me confundem, que me fazem sentir o que não quero, eu só sei de uma coisa...


… desistir? Não, muito obrigado.

(Anderson Rodriguês / Lëemon)

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