Saudade eterna

quinta-feira, 19 de maio de 2011

 

Não tem como definir o que eu sinto ou o que eu estou sentindo agora, tudo que está na minha cabeça é confusão. Não sei o que pensar nem o que falar, tenho medo de pisar em falso. Medo de dizer alguma coisa que acabe com o que não existe. Eu não sei se faço algo, tomo atitudes, ou se fico quieto, imóvel esperando as coisas fluírem como fui aconselhado. É dificil se sentir assim! As vezes me sinto tão seguro quanto ao que quero e ao mesmo instante me sinto sem chão por querer exatamente aquilo. Então me perco, acordo no meio do sonho bom e não sei como retornar, pois porque procurar o que fazer quando não há o que fazer. Sei lá, não tenho muito a dizer, eu apenas sinto, como qualquer outro ser humano na face da terra. Me alivio quando vejo os noticiários, ao ver tanto caos em nosso mundo, ao ver todas aquelas pessoas em situações piores do que a minha. E ao mesmo tempo sinto-me estranho, sem voz. Queria mesmo era voltar a ser criança, viver eternamente naquela infância inocente a qual pouco aproveitei. Mas que tempos bons, despreocupados, alegres! Tenho saudades de como as coisas eram fáceis e preferia não ter crescido tanto, e em tão pouco tempo. Enfim, são fases e pensamentos que não voltam mais. Hoje sei que eu era feliz e não sabia.

(Anderson Rodriguês/Lëemon)

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